Curitiba começa 2026 com um mercado mais enxuto. O estoque de imóveis disponíveis caiu 12% em um ano, passando de 10,9 mil para 9,5 mil unidades, reduzindo a margem de escolha, principalmente em regiões consolidadas, segunda a Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná.
A reposição também desacelerou. No primeiro semestre de 2025, os lançamentos recuaram cerca de 47% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto a taxa de absorção se manteve em 31%, prolongando o efeito da escassez.
Com a oferta mais apertada, o impacto aparece nos preços praticados. Os registros de vendas mostram que o valor médio do m² vendido avançou de R$ 11.420,49 em 2024 para R$ 13.699,36 em 2025, concentrando a disputa nas unidades melhor posicionadas (Inteligência de Mercado DWV).
Leitura prática
Menos estoque encurta a janela de decisão.
Reposição mais lenta torna a escassez mais duradoura
Preço reage primeiro onde a oferta não acompanha a demanda
Em 2026, a oportunidade em Curitiba não está em esperar o mercado reagir, mas em entender onde a oferta já não consegue responder no mesmo ritmo da procura.
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