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Santa Catarina

Vendas de imóveis usados caem 20,6% em São Paulo enquanto locações sobem 27,3%

Pesquisa do CRECISP mostra movimentos opostos entre compra e aluguel na capital paulista em julho de 2026, com forte presença de imóveis compactos nos dois mercados.

Carolina Santana

01 de outubro, 2026

Vendas de imóveis usados caem 20,6% em São Paulo enquanto locações sobem 27,3%

O mercado de imóveis usados da cidade de São Paulo registrou movimentos diferentes em julho de 2026.

Na comparação com junho, as vendas recuaram 20,61%, enquanto as locações avançaram 27,30%, segundo pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP).

O recorte é importante: os números tratam especificamente de imóveis usados e comparam julho com o mês imediatamente anterior.

Portanto, não representam todo o mercado imobiliário paulistano nem o segmento de imóveis novos.

Imóveis compactos concentram as negociações

Os apartamentos responderam por 80% dos imóveis usados vendidos no período. Entre eles, unidades de dois dormitórios representaram 64% das vendas e 63% dos imóveis negociados tinham até 50 m².

Na locação, os apartamentos concentraram 53% dos contratos. Entre as unidades alugadas, 54,3% tinham dois dormitórios e 52,1% possuíam até 50 m².

Considerando todas as metragens, 89,3% dos imóveis alugados tinham até 100 m².

Compra e aluguel seguem ritmos diferentes

O contraste ocorre em um cenário de crédito imobiliário mais restritivo e juros elevados, fatores que aumentam o custo de financiamento.

Ao mesmo tempo, a demanda por moradia permanece ativa e pode se distribuir de forma diferente entre compra e locação.

Para corretores e imobiliárias, os dados reforçam a importância de acompanhar venda, locação, tamanho dos imóveis e perfil da demanda separadamente, já que cada segmento pode reagir de maneira distinta às condições econômicas.

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