O mercado de imóveis usados da cidade de São Paulo registrou movimentos diferentes em julho de 2026.
Na comparação com junho, as vendas recuaram 20,61%, enquanto as locações avançaram 27,30%, segundo pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP).
O recorte é importante: os números tratam especificamente de imóveis usados e comparam julho com o mês imediatamente anterior.
Portanto, não representam todo o mercado imobiliário paulistano nem o segmento de imóveis novos.
Imóveis compactos concentram as negociações
Os apartamentos responderam por 80% dos imóveis usados vendidos no período. Entre eles, unidades de dois dormitórios representaram 64% das vendas e 63% dos imóveis negociados tinham até 50 m².
Na locação, os apartamentos concentraram 53% dos contratos. Entre as unidades alugadas, 54,3% tinham dois dormitórios e 52,1% possuíam até 50 m².
Considerando todas as metragens, 89,3% dos imóveis alugados tinham até 100 m².
Compra e aluguel seguem ritmos diferentes
O contraste ocorre em um cenário de crédito imobiliário mais restritivo e juros elevados, fatores que aumentam o custo de financiamento.
Ao mesmo tempo, a demanda por moradia permanece ativa e pode se distribuir de forma diferente entre compra e locação.
Para corretores e imobiliárias, os dados reforçam a importância de acompanhar venda, locação, tamanho dos imóveis e perfil da demanda separadamente, já que cada segmento pode reagir de maneira distinta às condições econômicas.



