Xangri-Lá reúne características que ajudam a explicar a força do mercado de segunda residência no Rio Grande do Sul. Segundo o Censo 2022 do IBGE, 70,7% dos domicílios do município são de uso ocasional, a segunda maior proporção do Brasil.
O IBGE considera nessa categoria imóveis usados como casas de veraneio, locação de curta duração e outras moradias que não funcionam como residência principal.
O peso desse perfil também aparece na movimentação imobiliária. De acordo com levantamento do Sinduscon-RS, Xangri-Lá alcançou R$ 939 milhões em VGV estimado no primeiro semestre de 2026. No mesmo período, todo o Litoral Norte gaúcho movimentou cerca de R$ 3,74 bilhões.
Segunda residência passa a entregar mais que lazer
Segundo reportagem do Portas, condomínios de alto padrão de Xangri-Lá vêm incorporando segurança, serviços, convivência e acesso a uma comunidade como parte da experiência oferecida ao comprador.
A proximidade com Porto Alegre e outras cidades gaúchas também favorece um uso mais frequente dessas residências ao longo do ano.
Nesse contexto, a segunda residência deixa de competir apenas por localização, metragem ou proximidade da praia.
Em determinados empreendimentos, pertencimento e relacionamento também passam a fazer parte da percepção de valor do produto, segundo a leitura apresentada pelo Portas sobre o mercado local.
Um mercado que também pressiona a infraestrutura
O avanço imobiliário acontece em escala regional. O Sinduscon-RS projeta que o Litoral Norte possa alcançar cerca de R$ 8,27 bilhões em movimentação imobiliária em 2026, caso a projeção da entidade se confirme.
O próprio levantamento também destaca a necessidade de acompanhar esse crescimento com investimentos em saneamento, mobilidade, infraestrutura viária e planejamento urbano.
Para corretores e incorporadoras, Xangri-Lá mostra como o valor de uma segunda residência pode ser construído por uma combinação de produto, localização, serviços, estilo de vida e comunidade, e não apenas pelas características físicas do imóvel.



