Com a Selic em 15%, muita gente pensa: “vou esperar baixar para financiar”. Só que o mercado imobiliário não reage só à taxa. Ele reage à demanda.
Quando os juros começam a cair, costuma acontecer junto:
mais crédito aprovado
mais compradores ativos
menos estoque disponível
pressão de preço
Na prática, a parcela pode ficar mais leve, mas o imóvel pode ficar mais caro. A “economia” do juro pode ser anulada pelo aumento de preço e pela perda das melhores unidades.
Uso prático para profissionais do mercado
Conduza decisões por ciclo, não por opinião: monitore estoque, ritmo de vendas e faixa de preço por região para saber se a demanda está prestes a acelerar.
Antecipe o movimento do comprador: use a narrativa “parcela x preço do imóvel” para explicar que esperar pode significar pagar mais caro e ter menos opções.
Priorize liquidez e escassez: destaque unidades com melhor relação preço/m², boa localização e maior saída — elas são as primeiras a sumir quando o crédito destrava.
Ajuste estratégia comercial com timing: em fase de cautela, há mais espaço para negociação; na retomada, o poder migra para quem tem estoque.
Planeje campanhas antes da virada: quando os juros caem, aumenta a disputa por atenção e lead. Quem se prepara antes captura demanda com custo menor.
Decida precificação com base em absorção: tabela deve responder ao ritmo de vendas e ao nível de estoque, não apenas ao cenário macro.



