Há pouco mais de duas décadas, entrar em uma sala de reuniões no mercado imobiliário sendo mulher significava, quase sempre, ocupar um lugar que ninguém havia reservado para você. As mesas eram de homens. Os contratos eram assinados por homens. E as decisões sobre incorporações, lançamentos e negociações milionárias também eram tomadas por eles. O setor era, em sua essência, uma estrutura construída à sombra de um único perfil: masculino, experiente e, preferencialmente, bem relacionado.
Esse cenário mudou. E a velocidade dessa mudança surpreende até quem esteve dentro dela.
De onde viemos: o retrato de um mercado excludente
No início dos anos 2000, as mulheres representavam menos de 30% dos corretores de imóveis registrados no Brasil. A carreira era vista como extensão de um trabalho masculino: exigia disponibilidade integral, presença em canteiros de obras, negociações longas e uma rede de contatos que estruturalmente favorecia quem já estava lá. Para as mulheres que ousavam entrar, o caminho era dobrado: além de provar competência técnica, ainda precisavam provar que mereciam estar ali.
Não era falta de capacidade. Era falta de espaço. E, muitas vezes, falta de acesso às ferramentas certas: mentoria, método, comunidade e exemplos reais de que era possível.
"Não era falta de capacidade. Era falta de espaço, e de alguém que mostrasse o caminho."
A virada: números que contam uma nova história
Hoje, o panorama é radicalmente diferente. Segundo dados do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI), as mulheres já respondem por mais de 50% dos profissionais ativos no setor imobiliário brasileiro. Em algumas regiões do país, esse número chega a 60%. Mais do que uma estatística, isso representa uma transformação estrutural: o mercado que antes as excluía agora é, em grande parte, sustentado por elas.
E não se trata apenas de quantidade. As mulheres que chegaram ao mercado imobiliário nas últimas duas décadas chegaram com uma abordagem diferente: mais empática, mais consultiva, mais orientada ao relacionamento de longo prazo. Elas entenderam que vender um imóvel não é uma transação: é uma das decisões mais importantes da vida de uma família. E quem guia essa decisão com cuidado e competência constrói, junto com o cliente, muito mais do que uma venda.
Constrói confiança. E confiança, no mercado imobiliário, é o ativo mais valioso que existe.
O que ainda pesa: os desafios que persistem
Reconhecer o avanço não significa ignorar o que ainda está por resolver. Muitas mulheres continuam enfrentando barreiras silenciosas: a dificuldade de se posicionar como autoridade em negociações de alto valor, a falta de reconhecimento em ambientes dominados por homens mais experientes, a ausência de modelos femininos em posições de liderança dentro das incorporadoras e imobiliárias.
Há também uma questão de método. Grande parte das mulheres que entram no mercado imobiliário chegam sem uma trilha clara de desenvolvimento profissional. Aprendem na prática, com erros que custam tempo e comissões. Aprendem sozinhas, quando poderiam estar aprendendo com quem já percorreu esse caminho.
É exatamente aqui que entra o papel de quem tem bagagem para ensinar.
Karina Smaniotto: de corretora MCMV a referência que forma outras líderes
Karina Smaniotto não chegou onde está por acidente. São 19 anos de mercado imobiliário construídos com método, presença e uma consistência rara. Três vezes consecutivas premiada como a Melhor Corretora do Sul do Brasil pelo Prêmio Xeque Mate, considerado o Oscar do setor, Karina acumula também reconhecimentos de grandes construtoras, que a elegeram repetidamente como a corretora mais eficiente em vendas.
Mas o que diferencia Karina não é apenas o que ela conquistou.
É o que ela faz com isso. Ao longo dos últimos anos, ela transformou sua experiência em um sistema de formação voltado especificamente para mulheres que querem crescer no mercado imobiliário, inclusive no mercado internacional. Sua imersão no mercado americano é um dos caminhos mais práticos disponíveis hoje para corretoras brasileiras que desejam expandir sua atuação para além das fronteiras nacionais, entendendo as particularidades legais, culturais e comerciais de operar nos Estados Unidos.
O trabalho de Karina é, na prática, encurtar a curva de aprendizado de outras mulheres. Ensinar a se posicionar em um mercado competitivo. Mostrar como construir autoridade, conquistar clientes de alto padrão e fechar negócios com segurança e técnica, sem abrir mão da própria identidade no processo.
"Você não precisa descobrir tudo sozinha. Existe um método. Existe um caminho. E existem mulheres que já chegaram lá, dispostas a mostrar como."
O que o futuro reserva e o que ele exige
O mercado imobiliário está em transformação acelerada. A digitalização dos processos, o crescimento do segmento de luxo, a internacionalização dos investimentos e a mudança no perfil do comprador, cada vez mais jovem, mais informado e mais exigente, redefinem as regras do jogo a cada ciclo.
Nesse cenário, as mulheres que investirem em formação contínua, em posicionamento estratégico e em redes de apoio sólidas terão uma vantagem competitiva real. Não porque o mercado vai facilitá-las, mas porque elas já provaram que sabem prosperar mesmo quando ele não facilita.
A questão não é mais se as mulheres têm lugar no mercado imobiliário. Esse debate acabou, e elas venceram. A questão agora é: quão alto elas estão dispostas a chegar?
A resposta, para quem acompanha o trabalho de Karina Smaniotto, é simples: mais alto do que qualquer um imaginou.
Sobre Karina Smaniotto
Corretora de imóveis com 19 anos de atuação, tricampeã do Prêmio Xeque Mate, considerado o Oscar do mercado imobiliário do Sul do Brasil, e múltipla premiada pelas maiores construtoras da região como a melhor corretora em vendas. Fundadora de imersão de formação para mulheres no mercado americano. Especialista em posicionamento, alto padrão e desenvolvimento de carreira no setor imobiliário.



