Um dos principais relatórios globais sobre risco imobiliário colocou São Paulo em uma posição rara: a capital brasileira tem hoje o menor índice de risco de bolha entre as grandes cidades do mundo.
Segundo o UBS Global Real Estate Bubble Index 2025, São Paulo registrou -0,10, ficando no campo negativo do índice, sinal de que os preços dos imóveis estão mais alinhados à renda e aos aluguéis, e menos expostos a desequilíbrios estruturais.
Para comparação, cidades que aparecem no topo do risco global operam em outro patamar:
Miami: 1,73
Tóquio: 1,59
Zurique: 1,55
O índice do UBS mede exatamente isso: quando o preço do imóvel se descola da renda e do aluguel por tempo demais. Em São Paulo, o movimento é o oposto. O mercado cresce, mas de forma mais ancorada em fundamentos.
O dado muda a leitura para 2026. Não se trata de um mercado “barato”, mas de um mercado mais equilibrado, menos especulativo e mais resiliente.
Isso explica por que a cidade consegue sustentar ciclos de valorização sem entrar em euforia e por que o capital continua entrando, mesmo em cenários globais mais incertos.
Em resumo: enquanto outras metrópoles lidam com risco de correção, São Paulo entra em 2026 com base sólida, demanda real e preços mais conectados à economia.



