O cenário imobiliário de Curitiba mudou. Segundo dados da Ademi-PR (Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná), o segmento econômico perdeu espaço de forma drástica dentro do município.
O levantamento revela que o estoque do MCMV na capital despencou 44%, passando de 3.535 para apenas 1.966 unidades.
Com essa queda, o programa hoje representa apenas 21% do estoque total da cidade. Três fatores explicam esse movimento:
Custo da Terra: A alta valorização dos terrenos inviabiliza projetos populares dentro da capital.
Isolamento Geográfico: O estoque do MCMV ficou restrito a apenas quatro bairros periféricos (Tatuquara, Santa Cândida, Campo de Santana e CIC).
Foco no Luxo: Bairros nobres registram valorização de até 23%, atraindo o capital para projetos de médio e alto padrão.
Curitiba amadureceu e tornou-se um mercado de elite. O recuo do MCMV sinaliza que a capital agora prioriza a qualidade e a rentabilidade patrimonial, empurrando o volume popular para a Região Metropolitana.



